Ataques a navios já fizeram pelo menos 22 mortos no estreito de Ormuz

    Os ataques a 80 navios no estreito de Ormuz provocaram pelo menos 22 mortos desde o início do conflito entre os EUA e o Irão.

    Resumo IA

    • A Organização Marítima Internacional reportou 80 navios atacados e 22 mortos no estreito de Ormuz desde fevereiro.

    • O secretário-geral da OMI alertou para o impacto dos conflitos no transporte marítimo e na economia global.

    • A subcomissão da OMI discute soluções para a segurança marítima até sexta-feira em Londres.

    Resumo feito por IA e revisto pela redação da Cidade FM

    Oitenta navios foram atacados no estreito de Ormuz e pelo menos 22 tripulantes mortos desde o início do conflito entre os EUA e o Irão, no final de fevereiro, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI). 

    Ataques no estreito de Ormuz já provocaram 22 mortos

    A este balanço juntam-se pelo menos quatro mortos no mais recente ataque dos rebeldes xiitas iemenitas huthis contra um navio, a 11 de agosto, no Mar Vermelho. 

    A OMI estima ainda que dezenas de marinheiros terão morrido no Mar Negro e no Mar de Azov na sequência de ataques da Rússia e da Ucrânia a navios, embora seja difícil verificar os números exatos.

    OMI alerta para impacto dos conflitos no transporte marítimo

    O secretário-geral da organização, Arsenio Dominguez, alertou que as tensões geopolíticas estão a ter um grande impacto no setor dos transportes marítimos, com reflexo nas redes de abastecimento e na economia global.

    "Estamos a chegar a um ponto em que estes conflitos estão a ser utilizados como pretexto para atacar navios mercantes e marinheiros inocentes", disse, durante uma reunião do subcomissão da OMI para o Transporte de Cargas e Contentores, que decorre esta semana em Londres.

    OMI pede intervenção para travar ataques a navios

    Citado num comunicado, urgiu os representantes a intervirem junto respetivos países "para que esta questão possa ser tratada no âmbito das Nações Unidas", de forma a "abordar as causas profundas e encontrar soluções".

    Dominguez reiterou que a OMI está disponível para "contribuir para soluções viáveis para o setor dos transportes marítimos que os estados-membros possam apresentar a nível técnico e operacional".

    A subcomissão para o Transporte de Cargas e Contentores reúne-se até sexta-feira para debater questões de segurança relacionadas com o transporte marítimo de mercadorias perigosas, cargas a granel e contentores.