Coimbra reclama medidas para mitigar aumento dos combustíveis

    O preço por litro do gasóleo deverá aumentar 15 cêntimos e o da gasolina avançar 12 cêntimos na próxima semana.

    A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) manifestou hoje profunda preocupação perante o anunciado aumento do preço dos combustíveis e apelou ao Governo a implementação de medidas extraordinárias para mitigar o impacto sobre as empresas e famílias.

    O preço por litro do gasóleo deverá aumentar 15 cêntimos e o da gasolina avançar 12 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, segundo a estimativa do Automóvel Club de Portugal (ACP).

    “Associação Empresarial da Região de Coimbra considera que a escalada dos preços dos combustíveis já representa uma ameaça transversal à atividade económica e defende uma resposta urgente, robusta e proporcional por parte do Governo”.

    Num comunicado enviado à agência Lusa, a NERC referiu que as notícias divulgadas apontam para uma subida “particularmente expressiva” do preço do gasóleo e da gasolina na segunda-feira, num contexto de forte valorização do petróleo e de pressão crescente sobre os mercados energéticos.

    “Estamos perante um problema económico transversal, com capacidade para afetar diretamente a competitividade das empresas, o rendimento das famílias e o funcionamento regular da economia nacional”.

    A associação empresarial sublinhou que o impacto destes aumentos sobre o cabaz alimentar é particularmente preocupante, uma vez que praticamente toda a cadeia de abastecimento depende, em maior ou menor medida, do transporte rodoviário.

    “A NERC apela ao Governo para que avalie e implemente, com caráter de urgência, um conjunto de medidas extraordinárias capazes de mitigar o impacto dos combustíveis sobre as empresas e as famílias, acompanhando a evolução dos preços enquanto persistir esta situação de instabilidade”.

    De entre as medidas a considerar, realçou os mecanismos de redução da carga fiscal sobre os combustíveis, apoios direcionados aos setores mais expostos aos custos de transporte e energia, medidas específicas para a mobilidade dos trabalhadores e soluções que permitam evitar uma escalada dos custos logísticos e dos preços dos bens essenciais.

    Defendeu ainda que o Governo deve manter um diálogo permanente com o tecido empresarial e com as associações representativas das empresas, permitindo que as medidas adotadas respondam efetivamente aos problemas que estão a ser sentidos no terreno.

    “Está em causa a capacidade de milhares de trabalhadores chegarem diariamente aos seus postos de trabalho, a capacidade de as empresas movimentarem matérias-primas e produtos, o funcionamento das cadeias logísticas, a sustentabilidade dos transportes e a capacidade de as famílias suportarem o aumento generalizado do custo de vida”.

    Segundo a associação empresarial, a economia portuguesa “não pode ficar à espera de que esta escalada se agrave para depois serem tomadas medidas”.