Porto abre consulta pública ao Plano de Mobilidade Urbana

    O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Porto entra hoje em consulta pública, com medidas avaliadas em 1,2 mil milhões de euros para dez anos.

    O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) do Porto, instrumento estratégico destinado a orientar as políticas e medidas municipais no domínio da mobilidade, fica disponível para consulta pública entre quarta-feira e 04 de novembro, segundo edital hoje publicado.

    De acordo com um edital publicado no Boletim Eletrónico Municipal da Câmara do Porto, “quaisquer questões, pronúncias ou sugestões devem ser submetidas por escrito para o endereço eletrónico consultapublica.pmus@cm-porto.pt ou apresentadas por escrito no Gabinete do Munícipe”.

    O plano foi apresentado no Pequeno Auditório do Rivoli em 15 de julho e prevê, num máximo de 10 anos, o enterramento de três troços da Via de Cintura Interna (VCI), nomeadamente Foco, Faria Guimarães e Antas.

    Plano prevê enterrar três troços da VCI

    Algumas das medidas previstas são o prolongamento dos túneis do Campo Alegre e de Faria Guimarães, para libertar mais espaço à superfície, o reperfilamento integral da Estrada da Circunvalação, a construção de um interface na zona do Hospital São João, a implementação de um sistema de bicicletas partilhadas, a construção de oito novos meios mecânicos para auxiliar a mobilidade pedonal, entre outras.

    Investimento chega aos 1,2 mil milhões de euros

    A execução total do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável tem um custo estimado de 1,2 mil milhões de euros, distribuídos por várias entidades, durante 10 anos, correspondendo metade do valor a novas linhas de metro.

    Este plano, que traça também um diagnóstico da mobilidade na cidade do Porto, indica que os munícipes valorizam mais ter ligação direta ao destino que o fator preço como motivo para aderir ao transporte público.

    Outro aspeto apontado pelo PMUS é que o Porto perde, pelo menos, 100 milhões de euros anuais de receita potencial associada ao estacionamento ilegal.

    Estacionamento ilegal custa 100 milhões por ano

    Em causa estão os números do estacionamento ilegal no Porto, que se baseiam nos reboques feitos pela Polícia Municipal, que recolhe "anualmente cerca de 15.000 veículos, representando uma média de cinco veículos por reboque por dia" e a análise demonstrou que “cerca de 85 quilómetros de arruamentos (12% do total da rede da cidade) encontram-se sujeitos a situações frequentes de estacionamento ilegal, fica demonstrada a dimensão do problema".

    O documento realça que "o estacionamento ilegal não se encontra circunscrito a uma secção específica da cidade, estando disseminado por todo o território".