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Musical de Carolina Deslandes e Bárbara Tinoco é apresentado no Porto em 2025
DR Foto Promocional

Musical de Carolina Deslandes e Bárbara Tinoco é apresentado no Porto em 2025

As apresentações no Porto do musical "A madrugada que eu esperava" foram reagendadas para o próximo ano, depois de terem sido canceladas em maio devido a um acidente com um dos atores.

As apresentações no Porto do musical "A madrugada que eu esperava", de Carolina Deslandes e Bárbara Tinoco, foram reagendadas para o próximo ano, depois de terem sido canceladas em maio devido a um acidente com um dos atores, foi hoje anunciado.

O espetáculo vai ser apresentado em três sessões no Coliseu do Porto: uma às 21:00 no dia 26 de setembro e duas no dia seguinte (16:30 e 21:00).

As apresentações de "A madrugada que eu esperava" no Porto estiveram inicialmente marcadas para os dias 30 e 31 de maio, mas no ensaio geral, em 29 de maio, um dos atores principais teve um acidente em palco, que obrigou à sua hospitalização e ao cancelamento do espetáculo.

A promotora refere que os bilhetes comprados para as apresentações canceladas "podem ser trocados para as novas datas nos locais onde foram adquiridos".

Entretanto, já estão à venda bilhetes para as novas apresentações do musical, cujo preço varia entre os 15 e os 35 euros.

"A madrugada que eu esperava" estreou-se em fevereiro em Lisboa, no Teatro Maria Matos, onde esteve em cena até 28 de abril.

Idealizado e protagonizado pelas cantoras Carolina Deslandes e Bárbara Tinoco, o musical lembra que "o direito da Liberdade implica o dever da memória".

O texto foi escrito pelo escritor Hugo Gonçalves, que quando foi desafiado pelas cantoras tinha acabado de escrever o romance "Revolução" - editado em outubro, cuja história se desenrola na altura do 25 de Abril de 1974 - e estava, por isso, com a 'Revolução dos Cravos' fresca na mente.

"A madrugada que eu esperava" centra-se numa "história clássica 'boy meets girl' [rapaz conhece rapariga], a que os escritores e os dramaturgos voltam constantemente", referiu o escritor à Lusa aquando da estreia do musical em Lisboa.

Os protagonistas vivem uma história de amor proibida e, através dela, "reflete-se o espírito do tempo e mostra-se como é que era viver antes do 25 de Abril [de 1974] e também durante aquele período revolucionário, que foi um período bastante intenso".

No espetáculo, Carolina Deslandes e Bárbara Tinoco vão alternando os papéis de Olívia, a protagonista, e Clara, a sua irmã.

O namorado de Olívia é Francisco, interpretado pelo ator e músico Diogo Branco.

Do elenco da peça fazem ainda parte Brienne Keller, Dinarte Branco, JP Costa, João Maria Pinto, Jorge Mourato, José Lobo, Maria Henrique, Mariana Lencastre e os músicos Feodor Bivol, Luís Delgado, Marco Pombinho, Miguel Casais, Rui Pedro Pity e Sandra Martins, que estão em palco a tocar ao vivo durante o espetáculo.

Em "A madrugada que eu esperava", a história desenrola-se sobretudo entre 1971 e 1975, mas no final o tempo salta para 2024, o ano em que se comemoram 50 anos da 'revolução dos cravos'.

"A madrugada que eu esperava" – verso extraído de um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen e que dá nome a uma das canções do musical - é uma coprodução entre a Força de Produção e a Primeira Linha e tem encenação de Ricardo da Rocha.

Redação / Agência Lusa

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